CASAMENTO: O BOM E O RUIM

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Ela era uma jovem talentosa e rica. Jamais conhecera dias ruins.
Crescera entre os livros, a arte e as horas de lazer.
Mas então decidiu deixar o lar paterno. Tinha sonhos grandiosos.
Inscreveu-se em um curso em país europeu e partiu. Meses depois, surpreendeu a família informando que pretendia não mais retornar à casa.
Identificava-se de tal forma com os costumes e a vida do país onde se encontrava, que se decidira por não retornar à terra natal.
Conseguir emprego para se manter foi um desafio. Falando fluentemente o inglês e o alemão, venceu barreiras.
Em uma tarde de passeio encontrou um rapaz, tão jovem quanto ela própria, e se apaixonou.
O namoro durou alguns meses, depois veio o matrimônio. Ele era escocês e logo ela descobriu que eram muito diferentes.
Ele manifestava atitudes que a magoavam profundamente. Ela se sentia só e infeliz.
Idealizara uma vida serena, a dois, e tudo o que encontrava a cada dia eram problemas se somando a dificuldades.
Recordou-se do aconchego materno e passou a telefonar para sua mãe, nas horas da madrugada, quando se sentia mais desesperada.
Não aguento mais, disse uma noite.
Que posso fazer, a tantas milhas de distância? Perguntava a mãe.
Servindo-se de palavras doces, foi acalmando a filha. E, por fim, lhe disse:
Filha, apanhe um sabonete e escreva num espelho: “Isso vai passar.” Amanhã lhe telefonarei.
Quando a noite foi vencida pela madrugada ridente e as horas vespertinas se anunciaram, ela telefonou para a filha.
Em prantos, a moça lhe disse:
Eu escrevi, mamãe, como você mandou. Mas não adiantou nada. Nada passou.
Do outro lado da linha, a voz firme da mãe se fez ouvir:
Torne a apanhar o sabonete e embaixo da frase, escreva agora: “O bom e o ruim.”
A filha não conseguiu entender muito bem o que a mãe lhe desejava dizer com aquilo, mas obedeceu.
Então, quando o telefone tornou a tocar, na rica residência dos pais, a voz da filha estava mais calma:
Eu entendi, mamãe. Entendi que devo analisar as coisas positivas, não somente ressaltar as questões ruins do meu casamento.
Escrevi tudo o que de bom já vivi com John. Quando comecei a relacionar as coisas ruins, percebi que não eram tantas quanto supunha.
Vou reformular minha vida. Vou tentar outra vez. Desejo ser feliz com ele.
Aliviada, a mãe percebeu que alcançara o objetivo. A filha estava analisando fatos e opiniões.

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Não existem na Terra casamentos perfeitos. Existem, sim, casamentos harmoniosos, porque o casal se empenha em amenizar as diferenças, preocupa-se em renunciar a meros pontos de vista.
Tudo em prol da boa convivência.
Não se cogita de anulação da personalidade de um ou outro, somente em ajuste de entendimento, com paciência e boa vontade.
Mesmo porque, acima e além de tudo, existe o amor.
E o amor é capaz de superar diferenças, promover a paz e solidificar a união.

Redação do Momento Espírita

RI 22

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4 comentários sobre “CASAMENTO: O BOM E O RUIM

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