A TRANSFIGURAÇÃO MEDIÚNICA

JESUS

Tiro o seguinte episódio do livro de H. Dennis Bradley The wisdom of the gods (A sabedoria dos deuses). Ele teve ocasião de observar duas vezes, com o médium Sra. Scales, o fenômeno de “transfiguração” por contração e adaptação dos músculos do rosto, fenômeno que, nos limites indicadas, se mostra sobretudo frequente nos médiuns de “possessão ou incorporação”.

Escreve ele:

“Ela (Cloé, o espírito-guia, uma jovem índia) disse que ‘Annie’ hesitava em manifestar-se de uma forma em que não se manifestara antes. Não ousava ocupar o corpo do médium e não sabia se seria capaz de controlar e utilizar-se do seu organismo. Eventualmente, foi levada a tentar a experiência. O médium caiu sentado na cadeira e nós esperamos dois minutos. A Sra. Scales é uma mulher baixa e gorda. O tom de sua pronúncia, para ser delicado, é o vulgar. Seu rosto é o que se pode dizer agradável e comum. Gradualmente, a expressão do rosto do médium se foi mudando completamente. Era uma ‘transfiguração’. Ao passo que o semblante permanecia, os olhos e a expressão se tornavam belos. Não era uma alucinação.

Minhas faculdades de observação são tão argutas ou mesmo mais argutas do que nunca, e eu devo lembrar que essa maravilhosa mudança foi vista não só por mim, mas pela Sra. Sargeant e em plena luz.

A princípio foi com grande dificuldade que as primeiras poucas palavras foram articuladas, mas gradativamente a força aumentou consideravelmente e o espírito de minha irmã tornou-se capaz de assumir completo controle dos órgãos do médium. Era minha irmã.

Era seu espírito usando o organismo de outro corpo físico e falando a mim em sua própria voz. Não me importo que os cépticos se riam disto, mas os que hão estudado os fenômenos espíritas sabem e compreenderão. Eu já lhe falara em voz independente, na presença de testemunhas célebres, em centenas de vezes. Conheço sua personalidade, conheço seu espírito. A voz de ‘Annie’ possuía sua antiga beleza, sua tonalidade era perfeitamente enunciada da forma que lhe era peculiar quando neste planeta. Nenhuma atriz viva poderia simular essa maravilhosa personalidade. Ela conversou comigo acerca de fatos íntimos de sua vida terrena… Durante a nossa maravilhosa palestra, enquanto usava o organismo de outra pessoa, deu-me a mais íntima e excepcional prova da sobrevivência. Nome após nome, fato após fato, foram mencionados: minha esposa, Pat, Dennis, tudo. Havia uma grande tragédia em sua vida, citada de forma velada em Towards the stars. Essa tragédia, cujos detalhes nunca foram publicados e que são apenas conhecidos de duas ou três pessoas vivas, foi por ela referida… Na manhã seguinte, telefonei à Sra. Sargeant a fim de fazer-lhe uma pergunta que esquecera. Pedi-lhe para descrever a voz que ela passara a ouvir desde que minha irmã se incorporara no médium. Isto fiz para afastar qualquer possível dúvida quanto ao tom ter sido produzido pela minha imaginação. A Sra. Sargeant disse, descrevendo a voz da minha irmã, que o seu falar era lento e a enunciação das palavras excepcionalmente suave e clara. Essa era a voz característica de ‘Annie’ quando na Terra.” obra citada, págs. 120-123).

No episódio exposto, a “transfiguração” do rosto se mostra menos desenvolvida que no caso precedente, limitando-se a uma transformação da expressão animada de um semblante, mas em compensação há a transformação da tonalidade vocal, com perfeita reprodução da voz de uma defunta, transformação que representa um notabilíssimo fenômeno em demonstração da realidade da incorporação mediúnica ocorrida. E, como uma laringe não pode mudar de tom sem ter experimentado uma correspondente contração muscular de adaptação, dever-se-á reconhecer que, no caso em apreço, a “transfiguração” se verificou de modo especial sobre a laringe do médium. Observo a tal respeito que, na hipótese de um real fenômeno de possessão mediúnica, dever-se-ia presumir que tais processos de transformação temporária dos órgãos dos médiuns nos órgãos homólogos do defunto comunicante são obra de um despertar automático daquela misteriosa “força organizadora” que plasma os seres vivos, “força organizadora” que, sendo uma faculdade do espírito, sobreviveria à morte do corpo e, em consequência, operaria nos casos análogos aos expostos, determinando os fenômenos de transfiguração dos órgãos e dos membros dos médiuns, sem que necessário fosse pressupor uma ação direta, intencional, dos defuntos comunicantes. Ao mesmo tempo, os automatismos de tal natureza, reprodutores da voz ou do rosto de um defunto, implicariam e demonstrariam a realidade do fenômeno da possessão ou incorporação temporária, no médium, do espírito que se diz presente.

EXTRAÍDO DO LIVRO “IMPRESSIONANTES FENÔMENOS DE TRANSFIGURAÇÃO
ERNESTO BOZZANO

VEJA TAMBÉM

ORAÇÃO PARA O DOMINGO

NOVOS TEMPOS

ORAÇÃO DE HOJE

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s